Categoria: Língua portuguesa (page 1 of 5)

Era uma vez… ouvindo e contando histórias

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A chegada do verão, o fim do ano acadêmico e a proximidade das férias sugerem encontros, conversas e muitas histórias. Por essa razão, o Diálogos da APEC prepara uma edição especial: “Era uma vez…ouvindo e contando histórias”. Será no dia 18 de junho, às 15h30, no Centro Cultural do Brasil em Barcelona (CCBBcn). Além de um bate papo sobre literatura e tradição oral especialmente no contexto brasileiro, haverá contação de histórias. Também está preparado um momento especial para as crianças, às 17h30. Leve seus pequenos!

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Ciclo de Cinema APEC-CCBBcn 2019 mostra “O Brasil Desconhecido”

Com a exibição do filme Anjos do Sol, na próxima sexta (17/05), às 18h, na Escola Oficial de Idiomas (Av. de les Drassanes, 14), a Associação dos Pesquisadores e Estudantes Brasileiros na Catalunha (APEC) e Centro Cultura do Brasil em Barcelona (CCBBcn) dão início ao Ciclo de Cinema APEC-CCBBcn 2019.

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CCBBcn celebra Sant Jordi 2019

Cônsul-Geral do Brasil em Barcelona Ligia Maria Scherer

Por mais um ano, o Centro Cultural do Brasil (CCBBcn) participou da tradicional Diada de Sant Jordi, distribuindo livros em português no Passeig de Gràcia, em Barcelona.

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Próximo encontro da APEC celebra Sant Jordi e a leitura

No dia 24 de abril, das 15h30 às 18 h, a Associação de Pesquisadores e Estudantes Brasileiros na Catalunha (APEC) realizará a 4ª edição dos Diálogos da APEC, no Centro Cultural do Brasil em Barcelona (CCBBcn), com parceria com o Departamento de Língua Portuguesa da Escola Oficial d’Idiomes de Barcelona Drassanes (EOIBD), com o objetivo de divulgar e estimular a aprendizagem do idioma português.

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Inscreva-se para o Celpe-Bras até 28 de março

As inscrições para a primeira aplicação de 2019 do Certificado de Proficiência em Língua Portuguesa para Estrangeiros (Celpe-Bras) estão abertas de 18 a 28 de março. O teste escrito será realizado dia 28 de maio pela manhã, e as provas orais, de 28 (à tarde) a 30 de maio.

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Publicado edital para a convocatória do Celpe-Bras

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) publicou o Edital do Celpe-Bras 2019/1 nesta sexta-feira, 15 de março, em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).

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Revista Pesquisa Fapesp divulga a produção científica brasileira

Em circulação desde outubro de 1999, a revista Pesquisa Fapesp tem como objetivo “difundir e valorizar os resultados da produção científica e tecnológica brasileira”, publicando também notas pontuais sobre pesquisas estrangeiras, em todos os campos do conhecimento que se destaquem por seu impacto intelectual, social ou econômico. A publicação é mensal, com tiragem de 36.900 exemplares e é distribuída por meio de assinaturas e bancas de jornais em São Paulo e nas principais cidades brasileiras.

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Lingua Mater promove português como língua de herança

Andreia Moroni

Andreia Moroni é apaixonada por línguas e dedica sua vida à pesquisa e ao ensino do português como língua de herança (PLH). Brasileira de Campinas, vive em Barcelona desde 2004, lugar em que nasceram seus dois filhos. Conversamos com ela sobre sua nova iniciativa, a Lingua Mater, um serviço com importantes recursos para os pais que desejam transmitir sua língua materna no âmbito familiar. Graduada em Comunicação Social pela Universidade de São Paulo, com mestrado em Teoria Literária e Literatura Comparada pela Universidade Autônoma de Barcelona e um doutorado duplo em Linguística Aplicada na Unicamp e em Estudos Linguísticos, Literários e Culturais pela Universidade de Barcelona, Moroni também é fundadora da Associação de Pais de Brasileirinhos na Catalunha (APBC).

O que é uma língua de herança?

Uma língua de herança é uma língua minoritária, ou seja, usada por um grupo reduzido de pessoas, em um lugar em que ela não é língua oficial. É “de herança” porque costuma ser transmitida pela família, nos usos do dia a dia. No caso do português brasileiro, o “português língua de herança” é o português usado por filhos e netos de brasileiros que moram fora do Brasil.

É muito importante lembrar que uma língua de herança nunca está sozinha, sempre está acompanhada da língua majoritária do lugar em que quem usa a língua de herança está. Aqui na Catalunha, por exemplo, os usuários de português língua de herança não sabem só português, sabem também castelhano e catalão. Aliás, muito provavelmente saberão melhor uma dessas línguas que o português, já que elas são mais usadas por eles em seu dia a dia que o português, que costuma ficar restrito às situações domésticas e familiares.

Outra característica das línguas de herança é que os conhecimentos do grupo que a usa são muito heterogêneos. Tem quem sabe e usa muito a língua, tem quem entende bem, mas fala um pouco; quem entende tudo, mas não se sente à vontade pra falar; quem entende só um pouco… enfim, o cenário é variado porque o grupo tem mais de uma língua circulando e pode interagir também na outra língua.

 

Como surgiu a ideia de criar a Lingua Mater? 

Depois de anos de estudo e atuação com o português como língua de herança, com crianças e famílias principalmente de Barcelona, ficou claro que o papel da família na transmissão é um grande diferencial. O trabalho feito em casa tem um grande peso na fluência e competência que as crianças podem desenvolver em português.

A Lingua Mater surge para apoiar as famílias que desejam transmitir o português aos filhos a estruturar da melhor forma possível esse caminho dentro de casa. É um apoio bem personalizado, já que cada família é um mundo. Depende de se os pais são casados ou separados, se os dois são brasileiros ou não, do país em que moram, da idade dos filhos etc.

Apoiar essas famílias não significa apenas ensiná-los a ensinar a língua aos filhos (coisa que muitos já sabem), mas também ajudá-los a trabalhar expectativas, a entender os processos de comunicação plurilíngues e entender-se a si mesmos como sujeitos que falam mais de uma língua.

 

Por que se preocupar em ensinar português aos filhos se toda a família mora em outro país? 

Gosto de lembrar que não é toda família de origem brasileira emigrada que tem essa preocupação ou prioridade, e isso deve ser respeitado. A língua que você usa com seu filho não faz de você um pai ou mãe melhor ou pior. Não sabemos como é a experiência migratória de cada um. Existe gente que emigrou e realmente deseja cortar laços com o passado que deixou no Brasil, e, nesses casos, manter o português pode não fazer sentido.

Na minha experiência, o desejo de que os filhos saibam português existe quando o pai ou a mãe quer manter o vínculo com o Brasil, quer que a criança possa conversar com os avós, tios, primos, que ela possa se comunicar quando estiver lá de visita, ou existe quando se contempla a possibilidade de voltar a morar no Brasil no futuro. Ou seja, há um fator afetivo que costuma ser mais importante que o simples fato de que o filho saiba um idioma adicional como um diferencial no currículo na hora de procurar um emprego no futuro – que também existe, mas é menos importante para essas famílias.

Em geral os brasileiros não sabem, mas o português é uma das línguas mais faladas do mundo e mais usadas na internet. Ou seja: é uma língua que abre portas em um mundo globalizado.

 

Quais fatores podem influenciar o sucesso da transmissão linguística? 

A motivação dos pais para transmitir a língua seria o primeiro. Os adultos precisam expor a criança à língua de herança – uma decisão que pode ser tomada de forma consciente ou inconsciente. Ter uma boa quantidade de input (exposição) ao português é um fator determinante. Quanto mais exposição, mais se aprende a língua.

Contato com falantes que não compartilhem o repertório plurilíngue da criança, ou seja, que só falem português, é outro. Por exemplo, videochamadas ou receber a visita de parentes e amigos em casa, os quais falem português, mas não o espanhol ou o catalão.

Logicamente, a possibilidade de viajar ao Brasil e passar períodos lá é ótimo para aprender, pois é a oportunidade de estar em contexto de imersão, onde as outras línguas do repertório linguístico não funcionam, o que obriga a usar mais e mais o português.

 

Alguma outra dica para as famílias?

Para os que desejam que o filho ou filha aprenda a ler e escrever, contato com materiais escritos, principalmente livros, e o hábito de leitura na família ajudam. Ler para a criança em português, desde pequena, e fazer leituras compartilhadas em voz alta quando já estão maiores, são boas estratégias.

Para os adolescentes que já têm celular, conversar com mensagens de texto por WhatsApp com familiares é muito bom, pois o corretor ortográfico ajuda na produção de texto e é uma forma de ir aprendendo e melhorando a ortografia

A qualquer momento, participar de aulas de português como língua de herança ajuda a reforçar e complementar todo esse trabalho, além de valorizar o português como língua útil para a comunidade, ou seja, mostrar na prática que não é uma língua falada só por aquela família, mas por muitas famílias como aquela.

 

Por que algumas crianças se recusam a falar português, apesar dos esforços dos pais? Como lidar com essa resistência?

Primeiramente, porque o português, no caso da língua de herança, é usado em um contexto plurilíngue, ou seja: o mundo ao redor fala outra língua, inclusive os pais. Não faz sentido esperar que, nesse contexto, o português seja a única e principal língua usada. Interações em mais de uma língua são normais e esperadas em contextos plurilíngues.

Para driblar essa dinâmica, o primeiro que o adulto deve fazer é não desanimar e continuar a usar o português, mesmo que as respostas da criança sejam em outra língua.

Eu sou contra a ideia de forçar o uso da língua, acredito que esse uso precisa ser prazeroso para conectar com toda uma bagagem afetiva que em geral os pais também desejam transmitir às crianças.

Uma estratégia prática é repetir a resposta dada em outra língua em português. Também procurar aumentar o contato com outros falantes de português, no lugar de residência ou com as viagens no Brasil.

Temos que ser criativos e sensíveis, além de ter muita constância nesse propósito. Mesmo que as respostas não venham em português, há um processo de exposição à língua e aprendizado nessas interações. Devemos persistir e continuar, se o desejo da família é de que os filhos possam falar português.

 

É mais fácil aprender o português em um contexto de línguas similares, como em Barcelona (catalão e castelhano), que em outros?

Sim, quanto mais próximas as línguas, mais fácil fica. Aqui, temos as facilidades da intercompreensão de línguas românicas com o catalão e o castelhano a nosso favor. É bem mais fácil ensinar o usuário de português língua de herança a ler em português nesse contexto. Temos o mesmo alfabeto e muitos sons parecidos. O caminho a percorrer é maior para as crianças de origem brasileira que moram no Japão, por exemplo, pois o japonês utiliza outros alfabetos e, além das línguas serem muito mais diferentes, o sistema de escrita é outro.

 

Existe algum limite de idade para investir no aprendizado do português? É possível começar em qualquer momento?

Quanto mais cedo começar, melhor, de preferência ainda na barriga da mãe. Mas eu acho que nunca é tarde para se aprender línguas e às vezes percebo que para alguns pais parece o fim do mundo que uma criança de quatro ou cinco anos não fale português. Parece que eles se esquecem do próprio trajeto que percorreram para aprender o idioma do lugar que escolheram para morar, algo que em geral aconteceu na vida adulta. Vejo pais e mães que começaram a aprender a língua do lugar em que moram já adultos e hoje são usuários competentes dessas línguas. Então, é bom lembrar que essas crianças vão ter a vida toda para aprender português. E que, embora talvez não falem português em um ambiente em que a maioria das pessoas usa outra língua, o fato de ela entender já é um sinal importante que ela sabe, sim, bastante desse idioma.

Ciclo de conferências da Dra. Fátima Aparecida Teves Cabral Bruno, da USP, na UB

A Dra. Fátima Aparecida Teves Cabral Bruno, da Universidade de São Paulo, realizarà um ciclo de conferências, com foco em “a educação e a complexidade”, na Faculdade de Filologia da Universidade de Barcelona (Gran Via de les Corts Catalanes, 585), de 5 a 8 de novembro.

O ciclo é uma organizaçãoconjunta da professora Àngels Massip, e o Grup de Complexitat i Projecte Scripta.

– Segunda-feira, 5 de novembro, sala  0.2, 14h30-16h00
O ensino educativo de Morin (2008): uma aposta para as aulas de E/LE

– Terça-feira, 6 de novembro, sala 3.5, 9h30-11h00
Roda de conversa: Vamos falar do Português Brasileiro e do Brasil?

– Quarta-feira, 7 de novembro, Sala de Graus, 12h00-14h00
Pensamento, linguagem, língua e complexidade

– Quinta-feira, 8 de novembro, Sala de Graus, 12h00-14h00
Interpretando a aula como um sistema complexo

– Quinta-feira, 8 de novembro, Sala de Juntes, 16h00-18h00 
Os limites da intercompreensão entre línguas românicas

Cicle de conferències a càrrec de la Dra. Fátima Aparecida Teves Cabral Bruno

Del 5 al 8 de novembre, tindrà lloc a la Universitat de Barcelona un cicle de conferències a càrrec de la Dra. Fátima Aparecida Teves Cabral Bruno, de la Universitat de Sao Paulo, centrades en l’educació i la complexitat.

El dia, l’hora i el lloc de cada conferència és el següent:

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Fátima Aparecida Teves Cabral Bruno

– Dilluns, 5 de novembre, aula  0.2, 14.30-16.00h
La enseñanza educativa de Morin (2008): una apuesta para las clases de E/LE

En esta clase se pretende demostrar que, en cualquier situación de enseñanza formal de una dada lengua, emplear el Método, en el sentido de Morin (2003), y los actos de currículo, acciones socio-educacionales no siempre contempladas en el programa de curso (MACEDO, 2009), pueden contribuir para la autoformación del aprendiz como ciudadano, ser solidario y responsable con relación a su entorno (MORIN, 2008), pues se considera que, si se tiene como trasfondo dichas perspectivas, los aprendices accederán a un cambio socio-subjetivo consciente (VYGOTSKY, 2001) y, por otro, se hace una apuesta en la Enseñanza Educativa, en los términos defendidos por Morin (2008).

– Dimarts, 6 de novembre, aula 3.5, 9.30-11.00h
Roda de conversa: Vamos falar do Português Brasileiro e do Brasil?

O objetivo desta roda de conversa é possibilitar aos que estudam ou se interessam pelo Português Brasileiro e pelo Brasil uma troca intercultural por meio de perguntas e respostas em dupla mão.

– Dimecres, 7 de novembre, Sala de Graus, 17.00-19.00h
Pensamiento, lenguaje, lengua y Complejidad

A partir de la audición de un fragmento de película y de una propaganda, de la lectura de extractos de Morin (1996, p. 280), Castilho (2011) y de Possenti (2002, p. 16) se pretende discutir la relación entre pensamiento, lenguaje, lengua y Complejidad, con base en las ideas de Vygotsky (1996, p. 78-79) sobre la relación entre la palabra y el pensamiento que surge, se constituye, se modifica y se amplía como un proceso dinámico a partir del desarrollo histórico de la conciencia humana desde la infancia.

– Dijous, 8 de novembre, Sala de Graus, 12.00-14.00h
Interpretando la clase como un sistema complejo

Una definición de clase puede ser, con base en Gallison; Coste (1983, p. 83), la de que se trata de un grupo de trabajo en el que el profesor y los alumnos se asocian para la realizar una tarea y objetivos comunes aceptados y/o discutidos, pero no soportados. Interpreto en Bruno (2006) que se debería ampliar el concepto de clase de español como lengua extranjera a partir de la comprensión de que es un sistema complejo, ya que la clase va de lo previsto a lo inesperado. Para ello, empleo la noción de sistema de la escuela rusa (AVENIR AYEMOV, 1975, p. 96 apud VIEIRA, s/f, p. 4): (m) S = df [R(m)], en la que (m) es un agregado o multitud de cosas/elementos de cualquier naturaleza que será un sistema S, por definición (df), cuando haya un conjunto de relaciones entre los elementos del agregado (m) de modo que compartan la propiedad (objetivo) P previamente fijada. En este encuentro, se propone discutir dicha definición de sistema y su aplicabilidad a las clases de diferentes cursos.

– Dijous, 8 de novembre, Sala de Juntes, 16.00-18.00h
Los límites de la intercomprensión entre lenguas romances

Según Kulikowski y González (1999, p. 15-16) “Por detrás de lo que parece ‘igual’ o ‘casi igual’ existen en español y en portugués maneras diferentes de organización que no son solo sintácticas, morfológicas o semánticas, sino que nos colocan en lugares diferentes para enunciar y significar y nos llevan a adoptar diferentes estrategias discursivas.” A partir de las reflexiones de las profesoras y de ejemplos entre el Portugués Brasileño y el Español, en este encuentro, se pretende discutir cuáles son los límites de la intercomprensión entre lenguas romances.

Aquest cicle ha estat organitzat conjuntament amb la professora Àngels Massip, el Grup de Complexitat i Projecte Scripta.

CELPE-Bras 2018 – Local e horário das provas

A prova escrita (coletiva) e a prova oral (individual) serão aplicadas nos dias 1 a 3 de outubro.

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